Tudo indica que a moda balé veio pra ficar. E, não é pra menos depois do preview primaveril do SPFW, do sucesso do filme Cisne negro e da tendência oitentista só faltava um toque glam e clássico.
Engraçado isso porque quando tinha uns 9 anos minha mãe sempre fazia coques em mim, tinha um collant do taz que mal saía do corpo. hahaha


Tudo isso me inspirou a fazer este post mostrando pra você o inspiração, ballet urbano e o mais legal sem ficar parecendo que se transvestiu de bailarina. Só custa saber se será o black ou white swan.




White Swan                                                                               

Decote tomara que caia, saias plissadas e rodadas de tecidos leves, leve transparência, rendas, cetim, plumas, tons pastéis em especial, o rosa. A moda balé tem essa cara romântica com ar aristocrático. O lado luminoso do cisne pede delicadeza, nobreza, muita feminilidade. O cisne branco simboliza a pureza, a dignidade, a espera pelo amor verdadeiro, a transformação.




Black Swan
O lado obscuro do cisne encanta por sua sensualidade, nobreza, intensidade, feminilidade a flor da pele, cobiça. Gosto de pensar neste lado como o lado gótico (tá, viajei!). Tons escuros, muito brilho, plumas, decotes mais ousados: v, canoa, longos.




 Inspiração
 Não contei aqui mas quando assisti Cisne negro fiquei tão eufórica com o figurino que pensei: - Putz! Tenho que escrever alguma coisa a respeito dessas roupas! Quem quiser ver a minha resenha sobre o filme, clica aqui.



Ballet urbano                                                                             
Agora, a parte mais esperada do post: Como usar a tendência sem ficar parecendo fantasia de bailarina no dia-dia? Resolvi procurar alguns looks que ilustrassem o meu desejo, acredito que existe uma bailarina dentro de cada mulher,  seja ela dançarina ou não.






 Assisti hoje e logo não vou perder a oportunidade de falar de um dos favoritos no Oscar deste ano. Vou adiantando que PODE CONTER SPOILERS. Por isso, em respeito a quem não curte coloquei um leia mais (read more) pra quem quiser ler o post completo.

 Não pude deixar de reparar a arte dos cartazes de divulgação, como ficou difícil escolher um resolvi mostrar os meus favoritos.



Sinopse
Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas interiores, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis).adorocinema




Trailer








Praticamente todos os aspectos foram louváveis: A escolha do elenco, a trilha sonora, a direção, a fotografia. O filme mostra o quanto à perfeição pode ser perturbadora e problemática. De tão perfeita que a personagem Nina deseja ser, ela acaba enxergando as coisas de maneira distorcida.
Adianto que tudo é bem conturbado e as cenas nas quais Nina começa a mergulhar descobrindo o lado negro do cisne são salpicadas de erotismo.



Natalie Portman vive Nina tão melindrosa, intensa e estupidamente magra que seria uma boba se duvidasse dela. Ganhando ou não o Oscar já subiu no meu conceito. : )
Winona Ryder estava irreconhecível no papel da bailarina prestes a se aposentar Beth MacIntyre. A atriz Barbara Hershey que fez a mãe Nina estava muito bem também.


A trilha sonora cheia de composições de Tchaikovsky foi vital pra evolução do drama. Até a cena mais alegrinha tem uma boa dose de tensão. Seria muita pretensão dizer que é uma obra-prima, acredito que obra-prima depende do julgamento do espectador. Tem quem goste assim como quem achou o filme chatinho e não entendeu m* nenhuma. Eu gosto de filmes fortes (dramáticos ou não), então acho que valeu meu ingresso.

Definitivamente não vá ao cinema achando que é um conto de fadas da Disney (alguns blogs fazem parecer assim), o filme é denso, tem umas ceninhas politicamente incorretas.